terça-feira, 18 de agosto de 2009

O PRÍNCIPE ENCANTADO

Como é que será que a gente faz pra saber quem é a pessoa certa pra gente, hein?

Costumamos imaginar aquele(a) com quem iremos andar de mãos dadas, que vai encher nossos dias de momentos felizes, que vai nos fazer rir e suspirar. Daí, estabelecemos uma série de características que tal pessoa deve ter – alguns pré-requisitos básicos (às vezes, nem tão básicos assim) que alguém precisa preencher pra estar ao nosso lado. E a gente acha que só aquela pessoa que a gente pintou vai poder, um dia, nos fazer felizes.

O meu príncipe encantado gosta e-xa-ta-men-te das coisas que eu gosto – os mesmos livros, os mesmos filmes, as mesmas músicas... Nossos objetivos para o futuro são os mesmos. Ele sente por mim aquilo que sinto por ele – nem mais, nem menos. Ele gosta dos meus amigos e eu gosto dos amigos dele. Quer sair pra dançar quando eu quero e quer ficar em casa assistindo filme quando eu também estou a fim de ficar quieta.

Pena que príncipe encantado só existe em contos de fadas! A gente nunca acha alguém que é precisamente tudo aquilo que a gente sempre sonhou. Há sempre um defeitinho aqui e outro ali. Há sempre alguma coisa que não te agrada. E talvez este seja o grande lance de estar com alguém – essa negociação eterna, em que um cede em prol do outro, ou em que um não cede e o outro respeita. O difícil é saber reconhecer os limites com os quais ambos podem trabalhar. Ceder demais não é legal. Ser rígido demais, também não.

Então, a pergunta é: -Como é que a gente faz pra descobrir qual é a margem de erro aceitável pra nossa definição de príncipe encantado?